Uma Noite Muito Estranha (27.03.26)
puto bacoco
Uma Noite Muito Estranha (27.03.26)
puto bacocoOs puto bacoco apresentam o seu álbum de estreia, “Uma Noite Muito Estranha”, um trabalho composto por onze temas originais que mergulham num universo sonoro plural, urbano e cosmopolita.
O coletivo — formado por Gil da Costa e Nuno Mendes— constrói um conceito artístico assente na ideia de traduzir para o som as vivências e tensões do espaço urbano contemporâneo, o ambiente onde, como afirmam, “entre o caos da cidade, nasce puto bacoco”.
Liderado pelo músico e compositor portuense Gil da Costa, o projeto estreia-se com um álbum cantado em português que cruza influências pouco comuns no panorama nacional. A energia dos ritmos balcânicos, a intensidade do flamenco, as texturas do Indie Rock e a pulsação da música urbana convergem numa identidade musical marcada pela experimentação. O disco conta ainda com a participação especial de Gileno Santana nos trompetes, assim como Nelson Conceição na trompa harmónica e Nelson Silva nos pianos.
Os puto bacoco assumem o propósito de “pintar” cenários contemporâneos de forma crua e direta, procurando provocar reflexão e impacto social. O álbum aborda emoções complexas e estados de espírito latentes, explorando temas que atravessam a vida quotidiana e a experiência urbana.
Entre os temas do alinhamento destaca-se o single de estreia, “Deus Passou”, uma composição intensa e confessional que transforma frustração em catarse. A letra reflete sobre fé, ausência e desilusão, evocando a procura de sentido num mundo dividido entre céu e inferno.
Outro momento de destaque é o tema “Senhor Doutor”, uma canção de carácter satírico que aborda a pretensão social e a busca por estatuto. Inspirada na imagética dos estudantes trajados — sem se limitar a esse universo — a música descreve comportamentos ritualizados e quase teatrais, observados a partir do olhar de quem vive uma realidade mais “mundana”.
“Uma Noite Muito Estranha” reúne o resultado de muitas noites de trabalho, mudanças e adversidades, consolidando a estreia dos puto bacoco como uma das propostas mais singulares e ousadas da nova música portuguesa.
“entre o caos da cidade, nasce puto bacoco”